quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Você vai adorar


Música boa, contemporânea e ainda por cima para adorar a Deus: Atitude Band (http://www.myspace.com/atitudepiratininga). Vale a pena conferir....

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Só prá Dizer...



Vocês precisam conhecer o som que esse pessoal faz... CD "Só prá Dizer" da Vila do Louvor (Jocum).

Mais um pouco sobre adoração...



Domingo que vem é dia da minha equipe tocar no culto. Fica sob mim a responsabilidade de escolher as músicas que vamos tocar. Quantas e quantas vezes fiz essa escolha, a das músicas, mas confesso que essa semana estou me sentido diferente em relação a isso. Algo me incomoda, e tenho pensado muito sobre esse lance todo de música, cantar, adoração, louvor. Na verdade ontem ao deitar perguntei a Deus: "o que você quer que a gente cante prá você no domingo?". Ainda estou esperando a resposta...

Mas algumas idéias estão me vindo á mente. Estou começando a pensar seriamente nesse lance de ficar repetindo músicas só porque estão na moda (ou na mídia). Músicas são expressão de louvor, certo? Então deveriam fluir espontaneamente do nosso coração, como algo natural. Não deveríamos ficar copiando o que os outros estão cantando, e até mesmo os falsetes da voz da ilustre irmã!

Imagine que você está numa sala conversando com Deus (é isso que acontece na hora dos cânticos a Igreja). Imagine que todas as vezes que você se aproxima dele e diz que vai cantar algo prá lhe engrandecer, você sempre fala as mesmas coisas (músicas). E o pior, todas as vezes que nos achegamos a Ele prá cantar, copiamos os trejeitos, suspiros e tudo o mais dos outros que já vieram antes! Será que Ele não se cansa disso? É prá se pensar...

Estou pensando nessa dinâmica toda da música de adoração. Ela deveria surgir de uma experiência pessoal e única do adorador. São palavras em forma de melodia que exaltam a Deus por algo pelo qual o adorador passou. Sendo assim, as músicas de adoração deveriam ser tão diferentes quanto as nossas impressões digitais. Cada Igreja deveria cantar aquilo que Deus está fazendo em seu meio, naquele momento. A escolha das músicas deveria se dar por esse critério, e não pelo modismo, ou pelo ritmo (hit?) do momento. Isso tem me incomodado.

É por isso talvez que a nossa adoração em forma de música no momento do culto seja algo tão superficial e tão emotivo... estamos mais preocupados com a performance da equipe e a aceitação da platéia do que com Aquele que está sentado no trono nos ouvindo.

O que será que Deus quer ouvir das nossas bocas? Não que a gente agora vá abandonar as músicas que cantamos a tempos, não! Mas devemos fazer uma releitura de coração prá cantarmos sempre um "cântico novo" ao Senhor! E que tal estimularmos as composições, as novas melodias? Lembro com muito carinho quando pedi a um amigo, o Juninho, que compusesse uma música para uma conferência missionária da nossa Igreja. Lembro-me que enquanto pregava, lá estava o habilidoso compositor rabiscando algo num papel qualquer. Ao final do culto ele me procurou e disse que havia composto um cântico que era uma oração muito bonita sobre Missões!

Mas ainda continuo com essa dúvida cruel: o que será que Deus quer ouvir das nossas bocas domingo? Experimente fazer essa pergunta você também ( e se tiver uma resposta, me ajude, ok?).

Maurício "em busca da resposta" Boehme

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Meus Heróis Morreram...


Cazuza cantou isso. Talvez ele tenha se sentido sem referenciais prá sua vida. De certa forma eu também me sinto assim... meus heróis, onde estão? O Superman (Christopher Reeves) caiu do cavalo e morreu. Pronto, lá se foi o homem de aço... pro espaço! Que ironia, justamente o cara que embalou os nossos sonhos infantis cai do cavalo, fica paraplégico e morre!

Na música, alguns dos meus heróis morreram. Senão fisicamente, morreram “midiaticamente”, pois não se fala mais deles. Talvez fossem sinceros e desapegados demais prá se enquadrarem no “mercado” e acabaram por serem “mortos” antes do tempo pela mídia.


Na Igreja alguns dos meus heróis morreram. Eram referenciais prá mim. Nelas eu me espelhei prá formar o meu caráter cristão. Suas palavras eram direção no começo e durante boa parte da minha vida. Mas com o tempo descubro que elas eram tão ou mais (algumas beeeeem mais) pecadoras do que eu, e abandonaram a jornada da fé.

Alguns pastores que eram meus heróis morreram. Outros estão presos com uma tornozeleira apostólica. Outros foram despojados.Outros adulteraram e por isso foram escurraçados do arraial evangélico. Outros simplesmente deixaram de ser meus heróis. Como eu me lambuzava, qual faminto numa ceia de natal, ouvindo suas palavras durante as pregações. Mas alguma coisa aconteceu, e eles deixaram de ser meus heróis.


Alguns dos músicos que eram meus heróis morreram. Músicos “gospel”, ou “evangélicos”. Morreram porque amaram mais a glória deste mundo do que o chamado que receberam. Por esse motivo foram expulsos do meu toca cd´s e das minhas listas de mp3. Na verdade, eu tive que matá-los. Os acordes lindos e as letras certeiras agora exalam um cheiro terrível de “marketing” e “mercado”.

Minha mãe, minha grande heroína morreu. Ferida por não apenas uma, mas duas terríveis enfermidades ela sucumbiu há um ano atrás.

Pensando bem Jesus também morreu. Mas... Ele ressuscitou! De todos, só Ele venceu e continua vivo! E ao contrário dos demais, Ele nunca me decepcionou, nem me deixou!


Senhor, que os meus olhos estejam sempre em você. Não quero ser como Pedro, que afundou justamente por deixar de ter Você como o referencial de vida!


Maurício “Jesus é o meu herói” Boehme

Emoção Prá Valer


Você provavelmente já deve ter ouvido essa frase num jingle da Coca-Cola. Durante muito tempo essa foi a trilha sonora da minha vida. Não sei explicar como, nem quando nem por que; mas experimentar fortes emoções sempre me seduziu. Fui fortemente guiado por um sentimento de aventura, de busca pelas coisas novas. Pode parecer bom, mas no final tudo isso se mostrou algo ruim e que fez sofrer muito.

Houve um tempo em que as fortes emoções se traduziam na transgressão. Impetuoso como sou (ou era?) passei a sentir um gosto enorme por quebrar as regras estabelecidas, estimulado pela adrenalina que isso me trazia. Na escola, nas amizades, em tudo. Como recompensa muita tristeza e uma expulsão de um colégio pago.

Aí veio a conversão ao evangelho e sua mensagem revolucionária. Agora sim! Encontrei uma outra trilha sonora prá justificar minha radicalidade (“Revolução” – Katsbarnea). Já que a ordem é seguir a Cristo, vamos fazer dessa jornada uma grande aventura, dizia eu. Os anos mais tenros da minha mocidade eu gastei nessa aventura: vigílias, pregações, louvor, congressos, mais música, escola dominical, mais música, coca-cola, acampamentos, música... Nada era empecilho.

Fui ficando mais velho, e o que deveria se acomodar com o avançar dos anos foi se incendiando. Aquele desejo de fortes emoções, de grandes aventuras e o desejo pelo que estava “por vir” me fazia não ficar contente com nada. Chegou a vez dos grandes projetos religiosos (agora eu tinha o poder nas mãos). Mais música, grandes eventos, construções, reformas, música, mais coca-cola, campanhas... Quando tudo parecia ter se esgotado eu invento de dar uma guinada geral na vida e no ministério e sou pivô da maior das mudanças vivenciadas até então: largar tudo, todos e junto com a esposa recomeçar um novo tempo. A trilha sonora dessa mudança foi “Jesus, você me libertou” (Dago Schelin - Vineyard Music).

Mas algo me incomodava. Pode alguém ficar eternamente atrás das fortes emoções, das grandes aventuras? Tive que parar. Cheguei á conclusão que precisava ser mais contente com o que tinha, e perceber mais o que Deus estava me dando. Era tempo de parar de ficar com os olhos postos apenas no futuro, e vivenciar o presente.

Hoje posso dizer que estou curado. Estou mais sossegado, mais pacato e calmo. É um misto de amadurecimento físico, espiritual e emocional. Hoje a trilha sonora, quer dizer, o lema tem sido o salmo 131: “SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim”. A luta é diária. Me sinto como um viciado que entende que cada dia é um dia, e cada dia é uma vitória.

Sendo assim, procuro praticar a simplicidade, e saber que “menos é mais” em todos os aspectos da vida. Quero fazer sossegar a minha alma, pois entendo que já sou coadjuvante da maior de todas as histórias de aventura: fazer parte do Reino de Deus.


Mauricio Boehme, ex-hiperativo sócio-espiritual.

Adorando em Verdade


Final de semana passado tive o privilégio de estar em Itapetininga num congresso da Federação das Mocidades daquele presbitério. Foi super legal conhecer novas pessoas, aprender novas músicas, conhecer um lugar diferente. Na verdade eu fui grandemente enriquecido por poder compartilhar alguns aspectos da Palavra com a moçada de lá, e o tema proposto era “Adorando a Deus em Verdade”. Nem todos sabem, mas adoração não tem nada a ver com música. Mas música também faz parte da adoração, é uma das formas de adorarmos a Deus. Prá quem esteve lá, vai conferir um resumo do que eu falei; quem não esteve vai saber o que Deus falou aos nossos corações.

No sábado pela manhã meditamos em Romanos 12:1 e 2, e vimos que para adorarmos a Deus em verdade, é necessária nossa conversão. Essa conversão implica em não nos “conformarmos” (termos a mesma forma), mas sim em nos “transformarmos” (mudarmos de forma). Essa transformação, ou seja, essa mudança de forma só acontece pela ação do Espírito Santo em nossas vidas. A transformação genuína, real, verdadeira e profunda sempre acontece de dentro prá fora, e nunca de fora prá dentro. Não são as roupas, as comidas, os lugares nem as músicas que nos transformam... é o Espírito Santo de Deus!

No sábado á noite meditamos em Isaías 1: 11 ao 19. Vimos que nesse texto, para adorarmos a Deus em verdade, é preciso sermos puros. Precisamos aprender a abandonar o pecado e buscar mais a santidade. Caso contrário toda a nossa adoração mais aborrece a Deus do que o alegra. A adoração em verdade começa com a pureza (que é conseqüência direta da conversão). Depois de sermos purificados, vamos contagiar o mundo com as mãos puras que podem abençoar as pessoas.

No domingo pela manhã meditamos no texto de Gênesis 22, sobre o sacrifício de Isaque. Aprendemos que para adorar a Deus em verdade é preciso que haja uma entrega. Entregar tudo o que temos e o que somos no altar de Deus, á semelhança do que fez Abraão. Só assim, entregues totalmente a Deus, a nossa adoração será real.
Durante alguns momentos cantamos a música “ A Essência da Adoração” (The Heart of Worship) de Matt Redman, onde vimos que a essência de tudo é Jesus.

Foram 2 dias muito legais. Valeu pessoal! Obrigado ao Josimar, meu amigo pastor pelo convite.


Mauricio Boehme.

O Certo é Fazer o Certo


Á Procura da Felicidade. O filme não é novo, mas também não é velho. Passou de novo na TV por assinatura e eu o assisti mais uma vez. Toda a jornada da personagem vivida por Will Smith e seu filho me fizeram repensar em muitas situações que já vivi e sei que viverei. Mas a grande lição que tiro do filme é a lição espiritual.

Vejo claramente no filme a figura da “fidelidade” incondicional. O pai do filme não abre mão das suas convicções e princípios, mesmo passando por situações onde muitos o fariam! Dormir no banheiro do metrô, lutar por uma vaga na fila do albergue da Igreja, perder suas malas, ficar sem comer prá alimentar o filho... tudo isso foi dificílimo! Talvez pai e filho pudessem ter trilhado um caminho mais curto, ou como já dizia o velho Janires, “atalhar”; mas não, eles preferiram o caminho certo.Tenho aprendido que o certo é FAZER O CERTO!

Vejo hoje em dia que as convicções estão ficando de lado cada vez mais por um preço muito pequeno. Nos vendemos por nada, e trocamos a fidelidade á Deus e aos seus caminhos em troca de prazeres e felicidades instantâneos e de curta duração. Como tem sido triste vera falta de seriedade e de ética que prevalece em nosso meio. Nunca tivemos um tempo de tanta facilidade em se pregar o evangelho, nunca tivemos tanta tecnologia á nossa disposição, nunca se gravou tanto cd e DVD... mas o que tem faltado é ética, justiça, seriedade... fidelidade a Deus.

O filme me faz lembrar que “quem se humilha, será exaltado”. Feliz é aquele que toma prejuízo, mas não deixa de fazer o que é certo. Vivemos num tempo em que as virtudes bíblicas estão esquecidas, em último lugar. Preocupamo-nos mais com as bênçãos, e menos com as obrigações.

O filme termina com os meus olhos cheios de lágrimas. Elas são um misto de alegria pela vitória daquele que é humilde; e um misto de tristeza e vergonha pelas vezes que decidi “dar um jeitinho”.

Deus, me perdoe por ser tão faltoso na ética do Teu Reino. Me ajude a ser uma pessoa melhor. Amém.


Maurício "á procura da felicidade" Boehme.