quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A mudança que mais precisamos em 2009


Confesso que acho esse negócio todo de passagem de ano meio sem graça... Estou me referindo á aura mágica que a maioria das pessoas dá ao intervalo de tempo entre 23:59 e 00:01, como se no segundo seguinte, entrando no novo ano, todos os problemas estarão solucionados. É tolice acreditar que o "ano novo" por si só trará algo melhor. É preciso algo mais profundo, mais poderoso e mais duradouro. É preciso uma mudança de verdade.

Essa mudança acontece não exteriormente. Não é com uma festa de reveillon, nem mesa farta, nem roupas brancas. A maior mudança que todos nós precisamos não virá com mais dinheiro no bolso, nem mesmo com uma saúde melhor. A mudança que tanto queremos prá nossa vida acontecerá a qualquer momento, mas de maneira silenciosa, sóbria, pensada e principalmente, dentro do nosso coração. É no interior que as mudanças acontecem, prá depois atingirem o exterior. Prá que esperar o ano de 2009 prá ser uma pessoa melhor? Você não pode fazer isso agora? Prá que esperar a segunda feira do novo ano prá tentar sanar as suas dificldades? Isso já deveria ter acontecido ontem! Desconfio que todas as promessas de mudança que forem marcadas para o novo ano, se não forem cumpridas logo, cairão no esquecimento e só nos lembraremos delas novamente na passagem para 2010.

Mas se encararmos o fato de que todos os dias é um dia de mudança, as coisas acontecerão com mais eficácia. Pense que cada dia vivido é uma ótima oportunidade de perdoar, recomeçar, reconstruir, refazer, transformar, reformar... etc. E se o que você planejou não der certo, recomece! Lembre-se que o maior motivador de todas as mudanças vitais para a nossa vida é Deus!

Feliz decisão de mudar a cada dia!

Mauricio Boehme

sábado, 27 de dezembro de 2008

A história que quase ninguém conta... o "Jesus Movement" - PARTE 4


O “Jesus Movement” foi um agir soberano do Espírito Santo no meio da juventude americana na década de 60/70. Esse mover de Deus teve início de forma independente e isolada em regiões que pouco contato tinham entre si. Esses jovens experimentaram uma mudança de vida radical ao se encontrarem com Cristo. Esses jovens se reuniam nas casas, nas igrejas, nos ginásios e nas lanchonetes a fim de entenderem o que estava acontecendo e para aprender mais sobre a Bíblia e sobre Jesus.

O meio de comunicação desses jovens eram os jornais publicados pela comunidade dos “Jesus Freaks”. O mais famoso deles foi o “Hollywood Free Paper” que era distribuído nas esquinas da cidade e acabou se tornando o porta-voz do movimento.

No meio disso tudo surge uma Igreja na Califórnia, a Calvary Chappel e seu pastor Chuck Smith. Esse pastor acabou tendo a sensibilidade de querer alcançar esses jovens hippies e abriu a sua igreja prá receber essa moçada. Mais tarde ele trouxe um hippie que havia se convertido, Lonnie Frisbee, para ser seu auxiliar nessa tarefa de evangelização dos hippies. As reuniões de estudo bíblico na Calvary Chappel aconteciam ás quartas-feiras á noite, e por volta das quatro da tarde os jovens começavam a chegar, tamanha era a sede e a fome da Palavra! Essas reuniões eram recheadas de música e testemunhos. Os jovens convidavam seus amigos não salvos e havia um momento para que eles pudessem aceitar o convite de entrega de suas vidas a Cristo. O movimento de jovens cabeludos e vestidos de maneira estranha era tal que a polícia frequentemente ficava nas redondezas da igreja.
O que fazer com essa moçada que dia a dia ia sendo acrescentada á Igreja? Conforme o movimento todo ia aumentando, a mídia publicava o vertiginoso crescimento e isso atraía mais pessoas ainda. Uma das soluções foi organizar pequenos grupos caseiros, onde esse pessoal se reunia quase que diariamente. Uma das situações mais emocionantes de tudo isso eram os batismos na praia. Os “malucos” saiam pregando o evangelho aos surfistas e banhistas e os batizavam ali mesmo, no melhor estilo “João Batista”!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

E se Deus fosse um de nós?


"What if God was one of us?" - Joan Osborne

E Se Deus Fosse Um De Nós

Se Deus tivesse um nome qual seria?

e você o chamaria assim?

Se você estivesse junto com Ele em toda sua glória

O que você perguntaria se você tivesse apenas uma

pergunta?



Yeah,Yeah, Deus é ótimo

Yeah,Yeah, Deus é bom

Yeah,Yeah,Yeah,Yeah,Yeah

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um vagabundo como um de nós?

Apenas um estranho no ônibus

tentando ir pra casa



Se Deus tivesse um rosto

Com o que pareceria?

e você iria querer ver

se visse teria que acreditar

em coisas como céu e Jesus e nos santos

e em todos seus profetas



Yeah,Yeah, Deus é ótimo

Yeah,Yeah, Deus é bom

Yeah,Yeah,Yeah,Yeah,Yeah

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um vagabundo como um de nós?

Apenas um estranho no ônibus

tentando ir pra casa



Volte para o céu sozinho

Ninguém chamará no telefone

'talvez o Papa te aceite em Roma

Yeah,Yeah, Deus é ótimo

Yeah,Yeah, Deus é bom

Yeah,Yeah,Yeah,Yeah,Yeah

E se Deus fosse um de nós?

Apenas um vagabundo como um de nós?

Apenas um estranho no onibus

tentando ir pra casa



Como uma santa pedra errante

Volte para o céu sozinho

Tentando ir pra casa

Ninguém chamará no telefone

'talvez o Papa te aceite em Roma


A história que quase ninguém conta... o "Jesus Movement" PARTE 3

Mais algumas fotos...


Pôster usado nos evangelismos
Capa da Revista Life


Billy Graham pregando em um dos encontros da época


A história que quase ninguém conta... o "Jesus Movement" - PARTE 2


Um ponto marcante para o "Jesus Movement" foi a abertura de uma cafeteria, "The Gathering Place Coffee House" por um cara chamado Jim Cox em 1969. Ele era um presidiário que após ser solto sentiu um forte chamado para lidar com as pessoas que perambulavam pelas ruas. Abaixo estão algumas fotos do local...


O convite que eles distribuíam ás pessoas


Um pessoal se apresentando

A história que quase ninguém conta... o "Jesus Movement"



Por volta de 1967 aconteceu nos Estados Unidos algo impressionante. Parece que Deus decidiu que iria visitar o pessoal de uma maneira diferente. O que se deu a partir daquela época nos afeta até hoje, um grande movimento de fé e salvação que poucas pessoas ouviram falar (pelo menos no nosso meio), o "Jesus Movement" (ou, "movimento de Jesus). Longe de mim querer decifrar teologicamente o que aconteceu; apenas quero compartilhar com vocês algo que descobri e tem me feito repensar o que é fé, igreja, pregação e tudo o mais...


O Jesus Movement teve início na Califórnia e foi se espalhando por várias cidades, faculdades; onde havia jovens essa onda foi se espalhando através da música, das artes e dos esportes. Havia nessa época o movimento hippie, a rebeldia, a “contra-cultura”. Era a época das drogas, das “viagens espirituais”, a época de Aquários. Tudo isso colaborou para que essa sede pelo radical, pelo novo e pelo sobrenatural brotasse no coração da moçada.

As Igrejas tradicionais não conseguiam absorver essa geração de malucos, e por isso criou-se todo um pano de fundo propício para que o Evangelho fosse pregado de maneiras “alternativas”, com o surgimento dos grupos caseiros, pregações nas praias e nas quadras esportivas. Os pastores relutavam em receber em seus templos jovens cabeludos, fumando, com aquelas músicas esquisitas. Alguns poucos pastores tiveram a coragem de romper esse preconceito e apoiar o ministério entre os “malucos”.

Muitas comunidades “underground” foram surgindo para absorver as novas conversões desse pessoal esquisito. Surgiu a fusão do rock e a música gospel (sacra) e vários jornais (tipo os fanzines que os fã-clubes editavam) eram publicados para atingir a galera. Esses foram instrumentos poderosos para o avivamento que se espalhava. É verdade que muitas comunidades radicais e heréticas surgiram junto com esse movimento todo, mas a maioria foi de algo saudável e bíblico.

Somente em 1970 a mídia americana notou a existência desse movimento, e os jovens eram chamados de “Jesus Freaks” (Loucos de Jesus). As redes de televisão começaram a notar que se tratava realmente de um “movimento”, e começaram a divulgar os grandes batismos feitos nas praias, as enormes reuniões de oração e os festivais de música cristã. Importantes veículos de comunicação como as revistas Time, Newsweek, Life eRolling Stone registraram esses eventos. Dentre tantos, “Jesus Movement” era um dos fenômenos sociais mais notáveis da década de 60/70.

Com o final da guerra do Vietnã, os ideais de paz e amor chegavam ao fim. Todo o idealismo de uma época também começava a dar sinais de exaustão. O “Jesus Movement” também foi murchando, até ter o seu fim no meio dos anos 70. Mas seus frutos estão aí: ministérios surgiram, igrejas foram organizadas, bandas gravaram suas músicas. Nada foi igual depois do “Jesus Movement”.

Mais á frente vou contar prá vocês a história de Lonnie Frisbee...


Maurício Boehme


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Pobres Jovens...


Em menos de quinze dias duas notícias tomaram conta da mídia. Uma foi a da morte de Marcelo Silva, ex-marido de Suzana Vieira por provável overdose de cocaína. Ele tinha apenas 38 anos.

A outra morte foi mais trágica. Talvez por estar tão perto eu fiquei impressionado. A jovem bauruense Isabela Baracat Negrato de apenas 20 anos morreu durante um cruzeiro universitário após ter uma parada cardiorrespiratória. Não se sabe exatamente a causa da sua morte, mas a polícia suspeita que ela tenha sido causada pelo uso de drogas associada a muita bebida alcoólica.

Independente da causa, algo me preocupa. Atualmente os encontros da juventude são regados a bebida, muita bebida. A tem as drogas também, infelizmente. A moçada precisa do álcool mais do que ar. De cara limpa fica difícil se soltar, e sem estar embriagado fica complicado fazer certas coisas que em sã consciência não seriam feitas. Bebida, juventude, falta de limites, drogas, falsa liberdade. Pronto, são os ingredientes perfeitos prá uma tragédia.

Os universitários são o grupo em que mais notadamente vemos as aberrações acontecerem. São "festas", churrascos, viagens de formaturas, "micaretas" e outros eventos onde o centro é a bebida desregrada, a orgia sexual e o uso indiscriminado de drogas.

Além de orar, precisamos fazer algo. Precisamos levantar a nossa voz contra tudo isso e dizer que esse não é o caminho. Precisamos mostrar que é possível desenvolver relacionamentos sadios sem drogas nem bebidas. Precisamos dizer que conhecemos alguém que preenche toda essa carência emocional, psíquica, relacional. Nós sabemos quem é. Nós O conhecemos. Precisamo fazê-lo conhecido.

Mauricio Boehme.

Obama, Rick Warren e o cigarro


O presidente eleito Barack Obama tem um tremendo senso de estilo. Vem de berço: basta conferir na foto acima, quando o projeto político era apenas um brilho nos seus olhos, algo embaçados pelo fumacê. Ele tinha 19 anos, uma colega de faculdade em Los Angeles identificou o charme natural do rapazola e pediu que posasse. A fotógrafa amadora, Lisa Jack, só foi checar os negativos muitos anos depois. Na semana passada, a revista Time publicou a série de fotos, da qual a mais cativante é a com chapéu panamá e um jeito de pegar o cigarro que... bem, anos 80, certo? O gosto impecável de Obama só vira duvidoso em matéria de aconselhamento espiritual. O pastor da igreja que freqüentava em Chicago, Jeremiah Wright, foi filmado em infame invectiva na qual culpava os americanos brancos por todos os males do universo, inclusive o 11 de Setembro.

Agora, Obama escolheu para fazer um sermão na cerimônia de posse, em 20 de janeiro, outro pastor do barulho, Rick Warren. Ele não apenas é contra o casamento de homossexuais – pastor evangélico, podia ser diferente? –, como fala horrores dos gays. O pessoal que esperava um tipo de governo revolucionário e ainda estava deglutindo os nomes mais conservadores do futuro ministério engasgou com o pastor Warren. Em vez de mudança na qual se pode acreditar, como dizia o slogan vitorioso, não estão acreditando na mudança de Obama. E nem adianta repetir um dos mandamentos do folclore político americano: durante a campanha, você apunhala os inimigos; na transição, os amigos. Do lado socialmente correto, anote-se que Obama passou os últimos meses mascando chicletes de nicotina e conseguiu não só ser eleito presidente dos Estados Unidos como, muito mais difícil, parar de fumar. Ou quase.

Vilma Gryzinski, Revista Veja 22/12/2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Impressões


Como surgiu o famoso Abaporu?
Quis fazer um quadro que assustasse o Oswald de Andrade, sabe? Que fosse uma coisa fora do comum. O Abaporu era aquela figura monstruosa, a cabecinha, aquelas pernas compridas, enormes, junto a um cacto. Quando viu o quadro, o Oswald ficou assustadíssimo e perguntou: "Mas o que é isso? Que coisa extraordinária!".
TARSILA DO AMARAL (PINTORA), 1972.

O Senhor já dirigiu em São Paulo?
Já, claro. Dirijo quando vou ao circuito treinar ou a um restaurante. É muito difícil. Os engarrafamentos são inacreditáveis. De longe, é o pior lugar em que já dirigi na minha vida
MICHAEL SCHUMACHER (PILOTO DE FÓRMULA 1), 2003.

Como é a vida de escritora?
Se for levar essa vida a sério, é bastante chata. Mas vivo nela toda satisfeita. Não vou a conferências, nem a festas literárias. Gosto mesmo é de cozinhar e de assistir a futebol e boxe. Fico até tarde da noite para asssitir a uma luta do Mike Tyson.
RACHEL DE QUEIROZ (ESCRITORA), 1996.

Um jogador homossexual teria lugar no seu time?
Homossexual, não. Não joga de jeito nenhum. Pode ser muito bom em outras áreas, mas num clube de futebol não tem lugar para gente assim. Não fica bem ter um homem com um homossexual numa concentração.
TELÊ SANTANA (TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA), 1981

O senhor seria candidato á presidência da República?
Eu concorreria se meu nome ajudasse na organizaçãodo partido em nível nacional. Seria uma oportunidade de promover a apresentação do programa de governo do PT. Sei que tenho apenas o diploma primário, o curso do Senai e o meu aprendizado na vida sindical, mas ao analisar os cinhecimentos políticos, sociológicos e filosóficos dos últimos presidentes, sinto-me superior a eles porque tenho um diploma que eles não tem: o da compreensão dos problemas sociais.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (SINDICALISTA E PRESIDENTE DO PT), 1987

Esses e outros trechos de entrevistas fazem parte da edição especial de 40 anos da revista Veja, que foi publicada em setembro de 2008.