quinta-feira, 12 de março de 2009

Pregando o Evangelho sem usar as palavras


Faz um tempo eu sinto Deus me incomodar acerca de algo: a pregação do Evangelho sem o uso das palavras. Você pode se perguntar como isso é possível, pregar sem usar as palavras? Sim, é possível. Aliás, é necessário!

Chego á conclusão de que o Evangelho tem sido suficientemente pregado, mas não vivido o necessário. Essa é a grande diferença: pregar ou viver o evangelho. O que deveria ser uma condição permanente dos cristãos (viver) tem sido uma opção. Os líderes tem difundido a idéia de que precisamos pregar cada vez mais e mais o evangelho, e estão certos. Mas falta-lhes a ênfase no discurso de que junto com a pregação devemos viver essa mensagem!

Veja a parábola do Bom Samaritano. Os religiosos (o sacerdote e o levita) são aqueles que via de regra deveriam ter acudido o homem ferido. Mas a religião que eles tinham era falha: baseava-se apenas na pregação e não na vivência, na ação. Foi preciso passar um desafeto, um samaritano, para acolher aquele homem. Sim, um samaritano! Alguém que tem profundas discordâncias com os judeus, justamente a diferença religiosa! De todas as diferenças, as religiosas são as que mais tem causado estrago, e justamente o samaritano deixa de lado tudo isso e vive o seu evangelho na vida daquele homem ferido.

Que tal se a nossa pregação fosse acompanhada radicalmente da nossa atitude? Que tal experimentarmos pregar o evangelho em silêncio, sem palavras, com ações? Será que as pessoas conseguem ver em nós o exemplo de Cristo mesmo sem proferirmos as palavras? Sim, porque o bom samaritano fez isso. Não pregou, não decretou, não falou nada... simplesmente viveu, agiu!

"O que você faz fala tão alto que eu não consigo ouvir as suas palavras".

Mauricio "de bico calado" Boehme

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