terça-feira, 27 de julho de 2010

A quem devo agradar?


Tem gente que gosta de costelão. Tem gente que gosta de picanha. Outros preferem comida japonesa. Há os que gostam de arroz com feijão e ovo frito. O que é melhor? Tudo é bom, afinal comida é comida.

Prá quem constantemente lida com a arte da pregação, acontece a mesma coisa. Penso que nós, pregadores, somos como aqueles que servem um prato aos ouvintes. Alguns gostam, outros não. Sempre ouço vários comentários após as pregações que faço. O alimento servido é a Palavra, mas nem sempre os ouvintes estão em condições de apreciar a riqueza do que é servido.

Às vezes ouço que brinco demais durante as pregações. Outras vezes me dizem que as palavras que falo são ofensivas demais. Outros me dizem que os termos usados são "pobres"demais. O que fazer? Como agradar as pessoas que compõem o nosso auditório dominicalmente?

Se pregamos uma mensagem mais contextualizada somos criticados. Se a ênfase é falar de uma maneira mais acessível para que os "de fora" entendam, somos chamados de superficiais. Se durante a pregação somos extrovertidos, estamos brincando com o sagrado...urgh!

Nada mais triste para um pregador ouvir esses tipos de comentários travestidos de "críticas construtivas". Deus usa cada pessoa respeitando sua personalidade, seu contexto, suas origens, sua história. Ele me usa desse jeito e a despeito de minhas imperfeiçoes, confia a sua Palavra poderosa para que eu a entregue aos ouvidos atentos. Quer saber? Vou continuar a ser eu mesmo. Não quero me desfigurar apenas para me encaixar nos padrões que as pessoas querem. E se os ouvintes me rejeitarem? Vou pregar nas praças e na rodoviária. Durante alguns anos da minha vida, todos os domingos servíamos um café da manhã na praça aos sem teto. Durante esse tempo eles foram a minha platéia cativa, que antes de tomar o café que era servido, tinham que me ouvir, haha.

Mas nem tudo está perdido. O que me consola é saber que Deus me aprova. Isso é a força motivadora. Mesmo com todas essas imperfeições, ainda escuto muitos dizerem que a pregação foi uma bênção, que tocou o coração delas, etc. E um dos fatores que mais me alegram é a quantidade de pessoas de avançada idade que me estimulam dizendo que entenderam (e ouviram bem!) a minha pregação.

É isso.

Maurício "antes importa agradar a Deus" Boehme

Um comentário:

Lucas Brondi disse...

Com toda certeza é melhor agradar a Deus ! Na "minha" opnião, uma boa mensagem é aquela que pode ser entendida, analisada e colocada em prática!!rsrs Abraço