quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Os dois ladrões em mim


Lá estão eles: Jesus e os dois ladrões, lado a lado. Não sei o nome deles, nem que tipo de crime cometeram, apenas sei que algo de muito cruel eles fizeram. Sei também que Jesus estava entre eles, mas não era um deles. Ele era puro, santo e inocente, e mesmo assim se submeteu a essas estranhas e inconvenientes companhias.

Um se parece comigo, pois é interesseiro e zomba de Cristo. Já fiz isso muitas vezes e se não cuidar, volto a fazer. Ele duvida da divindade de Jesus, e num grito de desespero ainda questiona o poder salvador. Eu sou esse ladrão. Em meio a momentos de dor e tristeza, onde a morte ronda a minha existência, eu sou tentado a duvidar dAquele que é fiel e que por tantas e tantas vezes me socorreu. Sim, eu sou esse cara que não vale nada, a ponto de ter que morrer por causa do seu próprio erro. E o pior, a Salvação está ao meu lado e eu não posso ver!

O outro ladrão se parece comigo também. Igualmente culpado eu repasso a minha vida num flash, como num filme. Percebo que poderia ter sido melhor e nesses últimos momentos de vida eu me arrependo de tudo o que fiz e percebo que ao meu lado está o Reto e Justo Jesus. Tenho vergonha de tudo o que fiz, mas não tenho vergonha de tentar virar o placar aos 48 do segundo tempo. Contemplo Jesus, e meio que inspirado por Ele mesmo, eu percebo que a vida não se encerra ali. Na verdade vou tomar uma decisão que irá dar início á minha verdadeira vida! Lembro-me que Ele é o Rei , e que o seu Reino não é desse mundo, e sendo assim há uma esperança para mim. Pago os meus débitos com a sociedade com a morte da minha carne, mas recebo graciosamente a oportunidade da liberdade eterna no Reino de paz e justiça. Esse ladrão sou eu.

Tento me parecer com o segundo. Detesto ser como o primeiro. Quero fazer morrer minha natureza pecaminosa e reviver a vida de Cristo em mim.

Maurício "esses dois ladrões vivem em mim" Boehme

Texto baseado na passagem de Lucas 23:39 a 43

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