sábado, 14 de janeiro de 2012

Facebook, BBB e Michel Teló

Cá estou eu novamente expondo minhas idéias nesse território de ninguém chamado Internet. E é justamente sobre isso que escrevo hoje. Talvez nem seja sobre a internet, mas sobre a liberdade de expressão. Sim, acho que esse assunto tem mais a ver.

Comecemos pelo Facebook. O que era uma sensação, algo dos "descolados" agora torna-se popular e todos estão virando a cara, procurando pela mais nova "sensação" das redes sociais. E quando todos migrarem para a próxima rede social, devido á "orkutização" do Facebook, ocorrerá a "facebooklização" da próxima rede social e assim por diante. Interessante essa dinâmica das redes sociais: as pessoas se expôem e depois colocam filtros e travas para restringir o acesso das... pessoas! Vai entender! Talvez não estejamos preparados para conviver com a tal aclamada LIBERDADE. Por vezes ela nos incomoda; por outras ela nos entristece pelo mal uso. Mas que tal respeitarmos as expressões, mesmo não concordando com elas? Que tal elevarmos o nível de nossas postagens e opiniões?

Falemos agora do BBB. Todo o ano é a mesma coisa: chega essa época e chovem críticas ao programa, que de um modo ou de outro todos assistem. O que eu acho? Penso que o BBB é uma experiência sociológica e tanto. Confinar pessoas diferentes num espaço reduzido e inflamar a competição entre elas expõe o que de mais esquisito existe na raça humana. Os que condenam dizem que tem pornografia, mentira, pecado, etc. Eu não acho que seja um  modelo de programa, mas não vejo nada além do que já assisto na sociedade moderna. Aliás, para mim, o BBB é o termômetro da sociedade. Não é o BBB que tem que mudar, somos nós aqui fora. Num desses reality-shows vi uma ex-garota de programa com mais sensibilidade e atitudes humanas do que aqueles de vida "correta". Vai entender. 

E o Michel Teló? Ninguém aguenta mais "aquela" música. Música simples, com acordes fáceis. Letra tonta que gruda na mente da gente. Mas é sucesso. Porque será? Será que ela não nos faz pensar que o Milton Nascimento disse que o artista deve ir onde o povo está? Criticamos o conteúdo dessa letra, mas temos que dar o braço a torcer pela sua popularidade. Conseguimos passar um conteúdo correto com tamanha facilidade? No nosso caso, nós cristãos, conseguimos passar as verdades que queremos pregar de uma forma tão simples e abrangente? Isso deveria servir de lição prá nós. Além disso, tudo o que é popular gera esse tipo de crítica, de que não presta. Se é americano não é bom; se é do norte é brega; se é popular é raso demais... o que agrada esse povo?  Vai entender...

Mauricio "não entendo" Boehme